Edições anteriores
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Corpo, Sexo e Homoerotismo na Antiguidade Clássica e Tardia
v. 25 n. 3 (2025)Apesar de os estudos sobre a chamada sexualidade no mundo antigo terem ganhado destaque nas últimas décadas, esse ainda é um tema que encontra barreiras e resistências diante de tradições normativas e conservadoras, tanto em nosso país quanto no exterior. Contudo, isso não diminui a importância e a relevância de pesquisas que se concentram nos elementos culturais das chamadas sociedades antigas. Este dossiê temático tem como objetivo reunir pesquisadores e pesquisadoras que reflitam sobre o corpo, as relações de gênero e as representações do amor e do desejo entre pessoas do mesmo sexo, presentes em uma ampla gama de produções literárias e de cultura material, legadas pelos gregos e romanos dos períodos clássico e tardio. Por meio dessas fontes, o dossiê convida ao debate sobre a Grécia e Roma, sobre os períodos clássico e tardio da Antiguidade, sobre as relações de gênero e as articulações entre corpo e normas sociais, bem como sobre as possibilidades de investigação a partir de textos literários e da cultura material.
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O Mediterrâneo Antigo e suas conexões Africanas: Entre Narrativas, Conexões e Identidades
v. 25 n. 2 (2025)"O dossiê tem como objetivo apresentar contribuições para o debate crescente sobre as relações entre a África e a História Antiga, considerando questões relacionadas às conexões mediterrânicas antigas ressaltando-se a participação ou perspectiva africana do fenômeno, à diversidade de fontes que possam auxiliar a compreensão desse processo histórico, e às configurações das identidades que se organizaram no contexto tratado".
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Temática Livre
v. 20 n. 4 (2024)Os trabalhos reunidos neste dossiê com temática livre, refletem a qualidade da produção em História Antiga e Medieval no Brasil e no mundo afora, revelando uma multiplicidade de temas, fontes e métodos. Das análises filológicas e políticas de textos antigos às reflexões sobre a Filosofia medieval, a normatividade bélica, os mitos clássicos e sua recepção, se delineia um campo de pesquisa que atravessa fronteiras disciplinares e investe em leituras críticas e interpretativas densas.
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Antiguidade em Tela: Projetos Interdisciplinares de Ensino, Cinema e Línguas Antigas
v. 25 n. 1 (2025)Este dossiê buscou reunir reflexões e práticas interdisciplinares que articulam o Ensino da Antiguidade e Medievo, Cinema e projetos voltados ao estudo de Línguas antigas. Os trabalhos apresentados exploram como essas iniciativas podem contribuir no processo educativo, promovendo a compreensão crítica dos mundos antigo e medieval e suas relações com o presente. Por meio da análise de obras cinematográficas, da implementação de estratégias pedagógicas e do aprofundamento no estudo de Línguas clássicas, o dossiê propôs um diálogo entre História, Arqueologia, Cinema e Linguagens.
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A Hagiografia Medieval em Foco: Reflexões sobre a produção, circulação dos Textos e Propostas de Leitura
v. 23 n. 3 (2024)Como sintetiza Isabel Velázquez (2007) em sua obra já clássica, La Literatura Hagiográfica, hagiografia é um conceito que possui dois sentidos básicos. O primeiro refere-se ao estudo dos santos, sua história, culto e lendas, e o segundo, a um conjunto de obras relacionadas à vida dos santos. Com a proposição do dossiê A Hagiografia medieval em foco: reflexões sobre a produção, circulação dos textos e propostas de leitura temos como foco a segunda definição, sem ignorar que é, sobretudo por meio da análise de tais materiais, que é possível discutir aspectos relacionados à historicidade daqueles reconhecidos como veneráveis e das manifestações associadas às devoções a eles dedicadas.
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Formas de dominação dependência e resistência no Mundo Antigo: Aspectos Políticos, Econômicos e Sociais
v. 22 n. 2 (2024)El tema que propone este dossier invita a comprender la especificidad de los vínculos interpersonales en el Mundo Antiguo en términos de dominación, dependencia y resistencia, en el marco de un trabajo de fuerte impronta interdisciplinaria que constituye nuestro modo de comprensión e instalación en la tradición grecorromana. La centralidad del tópico se refleja en la recepción de la propuesta en el campo académico. El presente volumen contiene 15 artículos de colegas que provienen de Argentina, Brasil, Portugal, España e Italia.
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Ensino de História e usos do Passado: A Antiguidade na Formação da Identidade Nacional Brasileira e no Currículo
v. 21 n. 1 (2024)"Seja no vocabulário seja em monumentos e prédios espalhados nos centros históricos das mais distintas cidades brasileiras, é inegável as fortes influências das sociedades mediterrânicas antigas nos processos de formação ou como uma das bases fundantes da sociedade brasileira. Isso faz com que a Antiguidade seja um período de importante atenção para o professor de História, especialmente em momentos de negacionismo, apropriações por grupos anti-ciência, fundamentalistas, utilização de personagen situados na Antiguidade como forma de legitimação de pautas."
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Ensino de História Antiga e Medieval
v. 19 n. 3 (2023)Nos últimos anos, a presença da História Antiga e da História Medieval na Escola Básica brasileira foi consideravelmente diminuída. Sobretudo, em função das reformas curriculares estabelecidas com a elaboração e a publicação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Após supostas discussões, uma primeira versão do texto foi produzida e exposta à apreciação pública, onde os conteúdos referentes à antiguidade e ao medievo foram simplesmente retirados da grade curricular. Desta forma, a História a ser ensinada nos anos finais do ensino fundamental estaria centrada na História do Brasil e nos seus desdobramentos nos contextos moderno e contemporâneo.
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Representações e práticas sensoriais e emocionais na antiguidade e no medievo
v. 18 n. II (2023)Desde los arrabales de Buenos Aires, el yo poético siente, con el cuerpo, con los sentidos y con las emociones, la universalidad de toda experiencia humana. De un puente de Constitución “y a mis pies / Fragor de trenes que tejían laberintos de hierro. / Humo y silbatos escalaban la noche,” el paseo nocturno lo lleva a la muerte primigenia “Que de golpe fue el Juicio Universal. Desde el invisible Horizonte” (BORGES, “Mateo XXV, 30”, 1974a, 874). Y esos olores, ruidos y miradas, junto con el miedo y el terror por la noche y la marginalidad, lo devuelven a su cotidianeidad: “y sentí Buenos Aires” (BORGES, “Arrabal”, 1974b, 32)
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O Poder do Debate: Democracia e seus enfrentamentos na Antiguidade
v. 17 n. I (2023)Dentre as palavras que herdamos do grego, democracia talvez seja aquela que mais ecoou, e ainda ecoa, nas mais diversas conjunturas espaço-temporais. Ainda assim, nem sempre as apreciações acerca desse sistema político são positivas. O regime surgido na antiguidade grega, mais reconhecidamente em Atenas, ainda que outras póleis já também adotassem medidas vistas como democráticas, é desde seu nascimento alvo de debates, críticas e dúvidas. Não é à toa que a frase, aparentemente paradoxal e controversa, atribuída a Winston Churchill, seja retomada até os dias de hoje: “A democracia é o pior dos regimes políticos, à exceção de todos os outros já experimentados ao longo da história”.
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Poder, Representações e Imaginários na Idade Média
v. 16 n. 4 (2022)O Dossiê temático “Poder, Representação e Imaginários na Idade Média” apresenta artigos que abordam a diversidade das formas de poder, políticas, relações culturais, representações, imaginários e a construção de memórias acerca do Medievo. Os textos que compõem o dossiê objetivam instigar reflexões sobre a historiografia produzida no âmbito dos estudos medievais, discutindo suas singularidades, confrontando-as com questionamentos sobre os usos do passado; buscando compreender como esse passado tem sido revisitado, interpretado (e reinterpretado) pelos historiadores.
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O sensível e o invisível: religiões, crenças e rituais nos mundos antigos
v. 15 n. III (2022)As formas como povos distintos conceberam e interagiam com a existência de potências sobrenaturais constitui um problema historiográfico dos mais interessantes. Ao longo do século XX, principalmente, pesquisas que versam sobre o tema ganharam mais espaço: desde a primeira geração dos Annales até o estabelecimento da chamada História das Mentalidades, estudos sobre a coletividade na longa duração e de suas estruturas mentais foram angariando cada vez mais espaço na academia. Oposições como sagrado/profano, mágico/religioso, legítimo/ilícito constituíram-se como categorias de análise mobilizadas pelos historiadores nesse esforço, em diálogo constante com outras áreas do conhecimento, como a Antropologia, rendendo trabalhos historiográficos inovadores, mais interdisciplinares e disruptivos em seu tempo.
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La imagen femenina em el mundo antiguo: saber y poder
v. 14 n. II (2022)El propósito del presente dossier consiste en pensar el espacio del pensamiento como un topos de construcción igualitaria y de configuración de un modelo antropológico que supone, precisamente, revisar la inequidad de género como núcleo problemático.
Para ello analizaremos la relación entre pensamiento y cultura, entendiendo a ésta como un modelo de instalación etho-poiética, que compromete una cierta actitud frente a la vida, una cierta manera de ser, un estilo de vida, de pensar y de obrar, un cierto ethos.
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Dossiê "Mulheres no Mundo Antigo" parte II
n. I (2022)No início de 2021, a Revista Mythos lançou o dossiê Mulheres no Mundo Antigo. Pesquisadoras dos variados rincões do Brasil e da América Latina aderiram à chamada e a coleção de artigos planejada para um número se transformou em duas, uma publicada em meados daquele ano e esta agora, em 2022. Bons frutos do trabalho acadêmico em curso, desde meados dos anos de 1990.
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Dossiê "Do Bellus ao Bellum: (Inter)faces da Guerra na Antiguidade e no Medievo"
n. IV (2021)Uma constante presença, fundadora e fundamental do próprio discurso de Clio, a guerra consitui-se como atividade inerente à natureza humana, queiramos ou não. Se partirmos de uma contextualização histórica para investigarmos sua onipresença na história da humanidade, somos forçados a constatar seu papel determinante na construção da escrita da própria História ocidental ao nos remetermos principalmente aos historiadores gregos Heródoto e Tucídides, nos albores da historiografia.
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Antiguidade Oriental no Brasil pesquisas e perspectivas
n. III (2021)Assim como a universidade em solo pátrio, nascida somente nas primeiras décadas do século XX, a História enquanto disciplina é algo relativamente recente, bem como a História Antiga também o é. Provavelmente os primórdios dessa última no país remontam a 1934, quando a disciplina História da Civilização Antiga e Medieval existia no curso unificado de Geografia e História em funcionamento na Universidade de São Paulo (USP) (CAPELATO, GLEZER, FERLINI, 1994). Anos mais tarde, na década de 1950, o docente Eurípedes Simões de Paula fundava a cátedra de História Antiga na referida universidade. O docente em tela, inclusive, também é requerido como o precursor da área de História Medieval no Brasil (MACEDO, 2012).
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Mulheres no mundo antigo
n. II (2021)A História é sempre escrita no presente, em mudança relacionada ao tempo, cultura, circunstâncias. Essa constatação tem sido feita também em diferentes momentos. O filósofo italiano Benedetto Croce é referência recorrente, mas Heráclito (πάντα χωρεῖ καὶ οὐδὲν μένει, “tudo muda, nada fica parado” (Platão Crátilo 402ª) e Ovídio (Met. 15, 165: omnia mutantur, nihil interit, “tudo muda, nada morre” tradução de Brunno Vieira) já iam na mesma linha. E o presente é sempre objeto de projetos de futuro, de busca de manutenção da situação ou de mudanças, em anseio de destruição ou de convivência, sem desconsiderar as gradações (Hartog 2020).
As mulheres fazem parte dessa disputa (Harding et aliae 2019). No momento, contrapõem-se perspectivas e interesses a esse respeito. Há muitas variações, mas convém reconhecer ao menos algumas das posições mais relevantes e influentes, para além do bem e do mal. Umas pessoas consideram que as mulheres sempre foram dominadas, ao menos desde há milhares de anos (Beechey 1979). Outras defendem que elas foram beneficiadas pelos homens (Campagnolo 2019), desde sempre (sic!). Outras, ainda, que foram protagonistas, ainda que nem sempre reconhecidas como tal (Patou-Mathis 2020). Há todo tipo de meio termo entre essas perspectivas, na medida em que a realidade é sempre muito mais complexa do que qualquer abordagem possa dar conta (Weber 1949). Neste dossiê, tendonem conta isso tudo, enfatizamos o protagonismo feminino, em geral, e na Antiguidade, em particular.
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Corpo, poder e resistência no mundo antigo e medieval
n. I (2021)El proyecto de la presente reflexión consiste en relevar el concepto de epimeleia heautou en el marco general del pensamiento foucaultiano en su retorno al mundo antiguo, a fin de establecer un arco de lectura con la problemática del alma y del cuerpo como campos de batalla donde se libra el combate entre la hybris, desmesura, y la sophrosyne, mesura como par antagónico.
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Mythos – Revista do Núcleo de Estudos Multidisciplinares de História Antiga e Medieval
n. II (2020)Seria a memória um recurso eficaz para enfrentar as instabilidades políticas e sociais ao longo da história humana? A propósito do conceito de memória, Jacques Le Goff destaca seu atributo peculiar de poder conservar certas informações. Essas informações acabam contidas de modo conjunto, remetemo-nos a um considerável número de funções psíquicas, capazes de permitirem aos homens atualizarem suas impressões a propósito do contexto social abordado ou as informações passadas, ou ainda, aquelas informações que os homens representam como sendo passadas (Le GOFF, 1990, 366). Muitos dos problemas vivenciados na atualidade tem contribuído para voltarmos nosso olhar sobre sociedades da Antiguidade e do Medievo, devido a fatos vivenciados em cujo espaço temporal da memória não conseguiu apagar.
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Mythos – Revista do Núcleo de Estudos Multidisciplinares de História Antiga e Medieval
n. I (2020)O negacionismo científico que tomou impulso em diversas partes do mundo possui, em suas manifestações, conotações variadas. Um elemento comum é, no entanto, a negação dos conhecimentos produzidos nas academias. Em um movimento paradoxal, os negacionistas assumem a posição de intelectuais anti-intelectuais. A opinião pública, por sua vez, adere a esses atores de maneira rápida, como se fosse mais difícil seguir uma voz respaldada em convicções fundamentadas. Os historiadores, a cada vez, são impelidos a rebater os chamados desmistificadores, que defendem que a História é uma Literatura bem elaborada, que por meio de enredos busca convencer o público.
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Mythos – Revista do Núcleo de Estudos Multidisciplinares de História Antiga e Medieval
n. II (2019)Na atualidade brasileira, assistimos a uma vinculação entre certas formas de religiosidade cristã e modelos considerados ideais de organização da sociedade. Há a proliferação, por meio de alguns setores da grande mídia e das redes sociais, de um tipo de moral que procura fundamentar e criar imagens ideais, por exemplo, de modelos de organização familiar, de padrões de comportamento para mulheres e de regras envolvendo formas de expressão da sexualidade. Além disso, algumas instituições governamentais têm pautado sua política de
financiamento de produções culturais mediante esses padrões morais, como a Ancine - Agência Nacional do Cinema - e a Caixa Econômica Federal, o que deixa transparecer a estreita relação entre Religião e Política, a despeito da laicidade do Estado. -
Mythos – Revista do Núcleo de Estudos Multidisciplinares de História Antiga e Medieval
n. I (2019)Pensar a vida em comunidade requer a definição do que é particular e do que é comum aos seus habitantes. Antes, como nos ensina Aristóteles no primeiro livro da Política, devemos identificar as partes que a compõe para depois ordená-las conforme suas características próprias. Nesse processo de categorização das partes constituintes de uma comunidade, a definição de conceitos como de cidadão e cidadania são importantes para a distribuição social do trabalho e a determinação da formação dos indivíduos que a compõem por meio da educação. Em uma sociedade guerreira, o corpo militar a comanda por meio da força, porque está voltada para a formação de um soldado para a defesa e a eventual expansão do seu território. Neste mundo hostil, onde a violência impera, não há muito espaço para artes e letras, estas se confinam nos palácios, em aedos bem pagos que agradam, divertem, informam e formam uma oligarquia nem sempre preocupada em aprender, mas em exibir poder e riqueza em suntuosos banquetes.
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Mythos – Revista do Núcleo de Estudos Multidisciplinares de História Antiga e Medieval
n. II (2018)Neste Editorial destacamos a participação da História no processo nde Desnaturalização do Mundo, sobretudo num contexto atual de transformações socioculturais e de embates no plano político. Naturalizar o mundo é uma forma particular de explicar ou representar determinada realidade. Entretanto, é importante ressaltar que só há naturalização daquilo que é histórico e social, como as desigualdades sociais. Naturalizar o mundo é explicar a realidade social e histórica como algo natural, imanente e, portanto, imutável. As desigualdades sociais, em suas diversas manifestações, são processos constituídos historicamente e naturalizá-las atende aos interesses mais conservadores dos grupos sociais dominantes que objetivam perpetuar a exploração, a dominação e todas as formas de opressão. Dizer que tais formas de exploração que sustentam as desigualdades “sempre existiram e sempre existirão” é produzir uma falsa consciência da realidade social e histórica.
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Dossiê '' A morte desvendada: percepções sobre o além do mundo antigo e medieval''
n. II (2018)Caros leitores sejam bem-vindos à edição comemorativa de um ano da Revista Mythos. Nessa edição, apresentamos o dossiê “A morte desvendada: percepções sobre o além no mundo antigo e medieval”, no qual estão inseridos diversos artigos que objetivam analisar as mais variadas concepções acerca da morte e suas visões inseridas nas sociedades antigas e medievais.
