OS IMPACTOS DA INDÚSTRIA 4.0 NA SAÚDE DOS TRABALHADORES: UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO
Palavras-chave:
Indústria 4.0, Brasil, Saúde Mental, Automação, Ergonomia, BurnoutResumo
O presente artigo discute os impactos do avanço tecnológico da Indústria 4.0 — especialmente o uso crescente de Inteligência Artificial e automação — sobre a saúde física e mental dos trabalhadores. Observa-se que a rápida modernização industrial tem provocado efeitos significativos no mercado de trabalho, incluindo mudanças na oferta de empregos, necessidade de qualificação contínua e substituição progressiva de mão de obra humana por máquinas. As hipóteses analisadas evidenciam que tais transformações têm contribuído para desafios relevantes: a exigência de adaptação profissional, o aumento da pressão por produtividade, a intensificação do ritmo de trabalho e a ocorrência de adoecimento físico e psicológico, como estresse, ansiedade, distúrbios osteomusculares e Síndrome de Burnout. Além disso, destaca-se que apenas habilidades técnicas (hard skills) já não são suficientes, tornando essenciais competências socioemocionais (soft skills) para permanência no mercado. Por fim, o artigo aponta que, apesar da automação, atividades manuais repetitivas continuam presentes e associadas a elevados índices de incidentes laborais, reforçando a necessidade de melhores práticas ergonômicas e supervisão adequada para a preservação da saúde dos trabalhadores. Conclui-se que, ao negligenciar investimentos em ergonomia e revezamento de atividades, muitas indústrias acabam agravando riscos ocupacionais e aumentando afastamentos por danos físicos irreversíveis.
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